A língua gótica ou goda (*gutiska razda) era uma língua germânica oriental extinta, fazendo como tal parte da família das línguas indo-europeias, e constituindo de maneira atestada a mais antiga das línguas germânicas, apesar de não ter tido nenhum descendente moderno. Os mais antigos documentos em língua gótica datam do século IV.
O uso da língua sofreu um declínio pela metade do século VI, devido em parte à derrota militar dos godos para os francos, à eliminação dos godos da Itália, à conversão em grande escala ao catolicismo romano (que utilizava primariamente o latim) e ao isolamento geográfico.
A língua sobreviveu na Península Ibérica até o século VIII, tendo o autor franco Valafrido Estrabão relatado que ainda era falada na área do baixo Danúbio e em regiões montanhosas isoladas da Crimeia no início do século IX. Os termos parecendo pertencer ao gótico encontrados em manuscritos posteriores (século XVI) na Crimeia não parecem pertencer à mesma língua. A existência atestada deste corpus arcaico torna a língua gótica um objeto de interesse em Linguística comparada.
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