sexta-feira, 24 de junho de 2022
Imagem de for donat boosty.to/victoria
Cintra Wilson declara que "as origens do estilo contemporâneo gótico são encontrados nos cultos de lutos vitorianos." Valerie Steele é um especialista na história do estilo.
A moda gótica é reconhecida pelo seu vestuário preto. Ted Polhemus descreveu a moda gótica como uma "profusão de veludos pretos, rendas, meia arrastão e couro tingido de púrpura ou roxo, firmemente espartilhos atados, luvas, precárias jóias ou símbolos retratando religiosidade, temas filosóficos ou ocultistas".[3] O pesquisador Maxim W. Furek observou que: "gótico é uma revolta contra a maré da moda dos anos 1970, a discoteca era um protesto contra o colorido pastel e a extravagância dos anos 1980. O cabelo preto, roupas escuras e palidez fornece a aparência básica do gótico. Pode-se, paradoxalmente, argumenta que o visual gótico é exagerado como apenas um olhar casual na forte ênfase nas capas escuras, babados nos punhos, maquiagem pálida e cabelo tingido demonstram uma versão moderna do excesso vitoriano tardio."
Nancy Kilpatrick em Goth Bible: A Compendium for the Darkly Inclined define poser na cena gótica como: "góticos wannabes", geralmente crianças e jovens passando por uma fase gótica mas não obtendo as sensibilidades poéticas e culturais do estilo, mas mesmo assim querendo ser parte de algum grupo gótico'".
Arquitetura gótica é um estilo arquitetónico que é evolução da arquitetura românica e que precede a arquitetura renascentista. Teve seu início no norte da França entre os anos 1050 e 1100, originalmente chamando-se "Obra Francesa" (Opus Francigenum), embora a Catedral de Dublim, na Irlanda, fundada no ano 1030, já possa ser classificada como pré-gótica. O termo "gótico" só apareceu na época do Iluminismo nos séculos XVII e XVIII como um insulto estilístico, já que, para os iluministas, a arte gótica era bárbara, sendo tipicamente Medieval. A palavra "gótico" é em referência aos godos, povo bárbaro germano.
Suas características mais proeminentes incluíam o uso da arco em ogiva, abóbada em cruzaria e do arcobotante. Esses detalhes estruturais permitiam que o peso do teto fosse melhor distribuído para pilares mais esguios, dando maior altura e retirando a função estrutural das paredes, possibilitando espaços para grandes janelas, essa liberdade possibilitou uma característica importante das igrejas góticas que foi o uso extensivo de vitrais, e a rosácea, para trazer luz e cor para o interior. Outra característica era o uso de estatuária realista no exterior, particularmente sobre os portais, para ilustrar histórias bíblicas para os paroquianos em grande parte analfabetos. Algumas dessas tecnologias já existiam na arquitetura românica, mas elas foram usadas de formas mais inovadoras e mais extensivamente na arquitetura gótica para tornar os edifícios mais altos, mais leves e mais fortes.
O primeiro exemplo notável geralmente considerado é a Abadia de Saint-Denis, perto de Paris, cujo coro e fachada foram reconstruídos com traços góticos. O coro foi concluído em 1144. O estilo também apareceu em algumas arquiteturas cívicas do norte da Europa, notadamente em prefeituras e edifícios universitários. Um revivalismo gótico começou em meados do século XVIII na Inglaterra, espalhou-se pela Europa do século XIX e continuou, em grande parte por estruturas eclesiásticas e universitárias, até o século XX.
O estilo gótico ficou marcado em muitas catedrais europeias, entre elas a de Notre-Dame, Chartres, Colônia, Amiens e Santa Maria del Fiore, a maioria classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, todas construídas entre os séculos XII e XIV. Muitas catedrais góticas caracterizam-se pelo verticalismo e majestade denominando-se, durante a Idade Média, como supremacia e influência para a população. O surgimento do estilo gótico está ligado com a substituição do trabalho servil para o trabalho livre nesse setor da sociedade medieval, que deve ter estimulado a criatividade dos construtores da época.
Imagem de Denis Poltoradnev, Texto por Wikipédia







