sexta-feira, 24 de junho de 2022

 


Rock gótico (por vezes conhecido simplesmente como gótico, música gótica, ou por suas nomenclaturas em inglês — gothic rock e goth rock) é um estilo de rock que surgiu do pós-punk no final da década de 1970 com raízes na sonoridade sombria de bandas pós-punk britânicas.

De acordo com ambos, Pitchfork e NME, as primeiras bandas pós-punk que adoptaram uma abordagem niilista e temas góticos incluem Siouxsie and the Banshees, Joy Division, Bauhaus e The Cure.

É incerto definir qual foi o primeiro grupo ou trabalho que deu origem ao estilo, é notório que o disco The Scream de Siouxsie and the Banshees lançado em 1978 possui uma faixa intitulada "Switch" que já carregava uma atmosfera soturna e melancólica, Unknown Pleasures de Joy Division de 1979 também é frequentemente citado. A maioria dos críticos consideram o lançamento do single "Bela Lugosi's Dead" de Bauhaus em 6 de agosto de 1979 como o marco inicial do culto ao gênero. O estilo gótico logo ganhou adeptos durante a década de 1980.

O rock gótico se destaca por sua sonoridade mais soturna, com acordes menores ou graves, reverbs, arranjos sombrios ou melodias dramáticas e melancólicas, tendo inspirações na literatura gótica aliando-se à temas como tristeza, existencialismo, niilismo, romantismo sombrio, fantasia sombria, tragédia e melancolia. Estes temas muitas vezes são abordados de forma poética. As sensibilidades poéticas do estilo levaram à abordagens líricas profundas, frequentemente abordando o mal do século e a idealização romântica da morte e do imaginário sobrenatural. Muitas bandas do gênero (como Noctivagus,Inkubus Sukkubus e Nosferatu) podem ainda incluir temas como paganismo e vampirismo em suas letras.

O rock gótico deu origem a uma subcultura mais ampla que inclui clubes, moda e publicações desde a década de 1980.

Imagem de PublicDomainPictures, Texto por Wikipédia


Gothic Lolita ou "GothLoli" (ゴスロリ, gosurori) é uma subdivisão de uma moda urbana japonesa chamada Lolita (moda), popular entre adolescentes e jovens adultas (e por vezes pessoas do sexo masculino). No estilo Lolita veste-se roupas de inspiradas, em sua maioria, pela moda Vitoriana, Rococó ou Eduardiana e frequentemente lembram a aparência de bonecas de porcelana ou princesas. A origem do Gosurori é uma combinação da Moda Lolita – que envolve parecer ‘fofa’ ou meiga a ponto de às vezes parecer infantil – e certas características da Moda Gótica.

A cultura japonesa dá muito mais importância a uma aparência e comportamento juvenis do que a ocidental, não sendo incomum que mulheres adultas gostem e comprem coisas como produtos com a estampa da Hello Kitty[1] – que no ocidente geralmente são considerados "para crianças". O Gosurori talvez seja uma extensão desse fenômeno, conhecido como "Cultura Kawaii".

O estilo floresceu nos idos de 1997/1998 e se tornou um estilo bem estabelecido, com suas próprias grifes, disponível em diversas boutiques, e até mesmo em algumas grandes lojas de departamentos a partir de 2001. Alguns consideram o Gosurori como uma resposta ao movimento Kogal, que envolve exposição do corpo e sensualidade. No entanto, o Gothic Lolita talvez não possa ser considerado como uma subcultura propriamente dita já que não existe uma ideologia ou um credo comum a todas, um padrão de comportamento, nem música ou arte específicas a serem apreciadas - mas acima de tudo Lolitas não são criaturas necessariamente grupais, que buscam socializar com outras Lolitas. Sendo assim individualistas, não há como classificá-las como uma tribo.

Gothic Lolita é uma das subcategorias do visual Lolita. Outras categorias incluem Classic Lolita (mais tradicional, contando com estampas florais, cores mais claras e mais sofisticadas, e com ar mais ‘maduro’), Sweet Lolita (tons pastel, temas angelicais, renda, laços e flores), Ero Lolita (que usa cinta-ligas, saias ligeiramente mais curtas, espartilhos, tecidos rendados ou semitransparentes), Punk Lolita (usa corsets, tecidos em xadrez, estampas com caveiras), Country Lolita (abusando de estampas quadriculadas e florais para criar o efeito meigo e campestre) e Guro Lolita (com temas mais mórbidos e sinistros, incluindo muitas vezes tapa-olho, bandagens, uso de taxidermia, etc.).

O estilo foi influenciado e tornado ainda mais popular pela imagem de certas bandas de Visual Kei (ou rock visual, lit. “linhagem visual”), que possuem ou possuíam entre seus integrantes usuários ou fãs do visual Lolita. O Visual Kei é um subgênero do rock japonês formado por bandas de visual elaborado, cujas apresentações muitas vezes contam com elementos teatrais – mas com estilo musical que muitas vezes difere de outros grupos enquadrados na mesma categoria[5]. É importante ressaltar que algumas Lolitas ressentem essa ligação com Visual Kei e consideram Lolitas fãs dessas bandas e ídolos como bandgirls e não Lolitas "de verdade": como se as Lolitas fãs de visual rock se vestissem de Lolita apenas por influência de seus ídolos, para se encaixar com os outros fãs e não por gostarem do estilo.

Mana, o líder da extinta banda de Visual Kei Malice Mizer, é creditado como tendo ajudado a popularizar o Gothic Lolita. Ele criou os termos “Elegant Gothic Lolita” (EGL) e “Elegant Gothic Aristocrat” (EGA) para descrever as peças de sua própria grife Moi-même-Moitié, fundada em 1999 – que rapidamente se estabeleceu como uma das marcas mais desejadas da cena Gothic Lolita. No ocidente, o termo "EGL" diversas vezes é tratado como se abrangesse toda a moda Lolita, ou como se fosse um sinônimo de "Gothic Lolita". "EGL" na verdade refere-se somente à linha de roupas da grife Moi-même-Moitié que leva este nome - e que é formada por roupas Gothic Lolita.

Texto Wikipédia, a enciclopédia livre



Imagem de Rondell Melling

Estilo gótico ou moda gótica é um estilo de roupas marcado por cores escuras, misteriosas e acessórios homogêneos. Ela é usada pelos adeptos e entusiastas da subcultura gótica. O estilo das vestimentas são geralmente mórbidos e sombrios. O típico estereótipo do estilo gótico inclui um rosto pálido com cabelos pretos (coloridos ou não), batons e roupas pretas, embora nem sempre estas descrições sejam de fato o estereótipo padrão. Homens e mulheres góticos vestem tanto delineador e esmalte de unha escuro. Os estilos são muitas vezes emprestado da moda punk, glam, vitoriana e elizabetano.

 


Imagem de for donat boosty.to/victoria

Cintra Wilson declara que "as origens do estilo contemporâneo gótico são encontrados nos cultos de lutos vitorianos." Valerie Steele é um especialista na história do estilo.

A moda gótica é reconhecida pelo seu vestuário preto. Ted Polhemus descreveu a moda gótica como uma "profusão de veludos pretos, rendas, meia arrastão e couro tingido de púrpura ou roxo, firmemente espartilhos atados, luvas, precárias jóias ou símbolos retratando religiosidade, temas filosóficos ou ocultistas".[3] O pesquisador Maxim W. Furek observou que: "gótico é uma revolta contra a maré da moda dos anos 1970, a discoteca era um protesto contra o colorido pastel e a extravagância dos anos 1980. O cabelo preto, roupas escuras e palidez fornece a aparência básica do gótico. Pode-se, paradoxalmente, argumenta que o visual gótico é exagerado como apenas um olhar casual na forte ênfase nas capas escuras, babados nos punhos, maquiagem pálida e cabelo tingido demonstram uma versão moderna do excesso vitoriano tardio."

Nancy Kilpatrick em Goth Bible: A Compendium for the Darkly Inclined define poser na cena gótica como: "góticos wannabes", geralmente crianças e jovens passando por uma fase gótica mas não obtendo as sensibilidades poéticas e culturais do estilo, mas mesmo assim querendo ser parte de algum grupo gótico'".


Um estilo feminino é o de Theda Bara, que interpretava mulheres fatais no cinema da década de 1900 e 1920, conhecida por suas sombras escuras. A cantora Siouxsie Sioux (vocalista do Siouxsie & the Banshees) foi particularmente influente no estilo de vestir na cena do rock gótico britânico; Paul Morley, do NME, descreveu o show dos Siouxsie & the Banshees em 1980: "[Siouxsie] estava modelando sua mais nova roupa, que influenciaria a maneira de como as garotas iriam se vestir nos próximos meses. Cerca da metade das garotas de Leeds usaram Sioux como base para a sua aparência, do cabelo ao tornozelo".

Siouxsie Sioux
Robert Smith,[9] Musidora, Bela Lugosi, Bettie Page, Vampira, Morticia Addams,Elvira, Nico, Rozz Williams, David Bowie,[1] Lux Interior, Patricia Morrison e Dave Vanian também são considerados ícones do estilo. Nos anos 80 surgiram designers como Drew Bernstein, da Lip Service, enquanto nos anos 90 surgiria uma onda de estilistas góticos dos Estados Unidos, muitos dos quais continuam a evoluir o estilo e a moda até os dias atuais. Revistas de estilo, como a Gothic Beauty, deram novos recursos a alguns designers de moda góticos que começaram suas gravadoras nos anos 90, como Kambriel, Rose Mortem e Tyler Ondine do Heavy Red.[12] Modelos góticos(as) influentes incluem Wednesday Lourning, Adora BatBrat e Lady Amaranth. 

Texto por Wikipédia, a enciclopédia livre




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A subcultura gótica teve início no Reino Unido no final da década de 1970 e início da década de 1980. O nome gótico na música foi derivado de uma variedade de influências musicais do período entre o final dos anos 1960 e 1979, como krautrock, glam rock entre outros. Suas raízes se encontram no Reino Unido no final da década de 1970. Bandas pós-punk britânicas notáveis ​​que foram pioneiras no rock gótico e ajudaram a moldar a subcultura incluem Siouxsie and the Banshees, Bauhaus, The Cure e Joy Division.

A subcultura gótica sobreviveu por muito mais tempo do que outras da mesma época e continuou a se diversificar e se espalhar pelo mundo. Suas tendências imagéticas e culturais indicam influências da ficção gótica do século XIX, expressionismo e filmes de terror. A cena é centrada em festivais de música, boates e reuniões organizadas, especialmente na Europa Ocidental. A subcultura gótica tem gostos associados à música, estética e moda, estando associada a temas que envolvem decadência, niilismo, existencialismo, melancolia, romantismo sombrio, obscuridade e outros temas recorrentes na literatura gótica, carregando uma grande mistura de expressões alternativas, literárias, artísticas e musicais. Alguns outros gêneros musicais relacionados a subcultura gótica incluem o dark wave e ethereal wave, bem como outros gêneros musicais que surgiram e se popularizaram na década de 1980. A estética (visual, moda e vestuário), onde pode ser encontrado vários estilos e visuais como: gótico tradicional (trad goth), batcave, romântico, vampiro, vitoriano, fetiche, perky, lolita, e etc. Em sua maioria como uma forma de expressão artística contra padrões sociais.

Na subcultura gótica também pode ser encontrado literatura (poesia), o cinema, entre outras formas de manifestações artísticas e culturais mesmo que não sejam diretamente a base da subcultura que se deu origem na música. A subcultura gótica foi influenciada por várias correntes artísticas e conceitos filosóficos como a literatura gótica, o mal do século, o expressionismo, o existencialismo, a cultura de cabaré, a geração beat, a decadência urbana e o descontentamento social em tempos de crise.

A mídia de massa ao entrevistar integrantes de diversas bandas relacionadas ao pós-punk com temáticas e atmosferas obscuras em suas músicas, por vezes recebia respostas semelhantes a: ''de temática sombria e soturna, gótica''. Na metade da década de 80 e início da década de 90 a subcultura gótica já havia se disseminado por vários outros países (incluindo o Brasil) e principalmente na Europa. O termo "gótico" até hoje é usado para denominar a subcultura.

Imagem de LoganArt, Texto por Wikipédia





 

 


A literatura gótica (ou horror gótico) inicia-se no século XVIII, na Inglaterra, com a obra O Castelo de Otranto (1764), de Horace Walpole. Costuma-se destacar, como algumas das principais características desse tipo de literatura, os cenários medievais (castelos, igrejas, cemitérios, florestas, ruínas), os personagens melodramáticos (donzelas, cavaleiros, vilões, os criados), os temas e símbolos recorrentes (segredos do passado, manuscritos escondidos, profecias, maldições).

Outros tropos comuns da literatura gótica envolvem destacar nos romances o uso da psicologia do terror (o medo, a loucura, a devassidão sexual, a deformação do corpo), do imaginário sobrenatural (fantasmas, demônios, espectros, vampiros, bruxas, monstros), das reflexões sobre o poder (colonialismo, o papel da mulher, sexualidade), da discussão política (monarquismo, republicanismo, as Revoluções, a industrialização), dos aspectos religiosos (catolicismo, protestantismo, a Inquisição, as Cruzadas), das concepções estéticas (neoclassicismo, romantismo, o Sublime) e filosóficas (a Natureza, Platão, Aristóteles, Rousseau), além de outras possíveis chaves interpretativas.

O termo ficção gótica é utilizado para incluir os filmes góticos, quadrinhos e demais mídias que utilizam as convenções da literatura gótica.

Imagem de Milos Duskic, Texto Wikipédia



 


Arquitetura gótica é um estilo arquitetónico que é evolução da arquitetura românica e que precede a arquitetura renascentista. Teve seu início no norte da França entre os anos 1050 e 1100, originalmente chamando-se "Obra Francesa" (Opus Francigenum), embora a Catedral de Dublim, na Irlanda, fundada no ano 1030, já possa ser classificada como pré-gótica. O termo "gótico" só apareceu na época do Iluminismo nos séculos XVII e XVIII como um insulto estilístico, já que, para os iluministas, a arte gótica era bárbara, sendo tipicamente Medieval. A palavra "gótico" é em referência aos godos, povo bárbaro germano.

Suas características mais proeminentes incluíam o uso da arco em ogiva, abóbada em cruzaria e do arcobotante. Esses detalhes estruturais permitiam que o peso do teto fosse melhor distribuído para pilares mais esguios, dando maior altura e retirando a função estrutural das paredes, possibilitando espaços para grandes janelas, essa liberdade possibilitou uma característica importante das igrejas góticas que foi o uso extensivo de vitrais, e a rosácea, para trazer luz e cor para o interior. Outra característica era o uso de estatuária realista no exterior, particularmente sobre os portais, para ilustrar histórias bíblicas para os paroquianos em grande parte analfabetos. Algumas dessas tecnologias já existiam na arquitetura românica, mas elas foram usadas ​​de formas mais inovadoras e mais extensivamente na arquitetura gótica para tornar os edifícios mais altos, mais leves e mais fortes.

O primeiro exemplo notável geralmente considerado é a Abadia de Saint-Denis, perto de Paris, cujo coro e fachada foram reconstruídos com traços góticos. O coro foi concluído em 1144. O estilo também apareceu em algumas arquiteturas cívicas do norte da Europa, notadamente em prefeituras e edifícios universitários. Um revivalismo gótico começou em meados do século XVIII na Inglaterra, espalhou-se pela Europa do século XIX e continuou, em grande parte por estruturas eclesiásticas e universitárias, até o século XX.

O estilo gótico ficou marcado em muitas catedrais europeias, entre elas a de Notre-Dame, Chartres, Colônia, Amiens e Santa Maria del Fiore, a maioria classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, todas construídas entre os séculos XII e XIV. Muitas catedrais góticas caracterizam-se pelo verticalismo e majestade denominando-se, durante a Idade Média, como supremacia e influência para a população. O surgimento do estilo gótico está ligado com a substituição do trabalho servil para o trabalho livre nesse setor da sociedade medieval, que deve ter estimulado a criatividade dos construtores da época.

Imagem de Denis Poltoradnev, Texto por Wikipédia